Sobre

“Sempre gostei de páginas em branco. Elas são a prova de que recomeços são possíveis.” Carol Durão

Sempre tive amor pelas palavras.

Tudo começou no Ensino Fundamental, quando eu frequentava todos os dias a biblioteca do colégio e devorava um livro por semana, às vezes mais do que isso. Meus primeiros contatos com o universo encantador da literatura foi com a Coleção Vaga-lume, por meio da qual eu me deliciava com títulos como “O Mistério do Cinco Estrelas”.

Ainda nessa época, encantei-me pelas aventuras da bruxa Onilda, a qual me ensinou que o ser humano sempre possui dois lados, que ora podemos agir de forma duvidosa, ora tomamos atitudes bondosas. Bruxa Onilda sempre será uma lembrança tocante da minha infância, pois, além de ter me ensinado sobre a essência do ser humano e de ter provocado incríveis atuações da minha mãe como bruxa, ela cativou meus olhos para um mundo da literatura que permaneceria comigo até hoje, a fantasia.

Anos mais tarde, já à beira da adolescência, por meio da minha professora de língua portuguesa, que mudou minha vida para sempre, encontrei no “Diário de Lúcia Helena” e em “Na Hora do Amor”, de Álvaro Cardoso Gomes, as primeiras descrições do que seria o amor, algo tão inusitado para mim naquela época. Por meio das palavras de Álvaro, compreendi e vivenciei todas as descobertas desse sentimento tão puro e lindo. Minha sede por conhecer o amor e a literatura me levaram aos demais livros da série e, em “A Hora da Luta” e “A História Final”, aprendi que para um relacionamento perdurar não basta apenas o amor, mas um conjunto de sentimentos que o tornam rico. Logo, apaixonei-me pelo romance.

Já no Ensino Médio, escutei pela primeira e única vez algo que mudaria completamente a minha vida. A melhor professora de língua portuguesa que pode existir nesse mundo me disse o seguinte:

Por que tu não fazes Letras?

A partir de então minha vida foi um redemoinho de emoções e conquistas. Cursar Letras foi a melhor decisão que pude tomar, por mais que ser professora hoje em dia seja um tarefa realmente árdua. Na faculdade, vivenciei a literatura, a educação, a gramática, a língua inglesa e saciei, mesmo que apenas um pouco, a minha extrema sede por conhecimento.

Na universidade, agora já em outra biblioteca, meus olhos e meu coração pararam na obra que modificou minha concepção sobre a sociedade e o meu papel como mulher. “Orgulho e Preconceito” tomou o seu lugar na minha vida como meu livro favorito. Jane Austen aconchegou-se ao lado de Clarice Lispector para fazer morada em minha alma. Minha vida nunca mais foi a mesma.

Agradeço imensamente a todos os livros que passaram pelos meus olhos, pelas minhas mãos, pelo meu peito. Suas palavras e o seu cheiro nunca sairão da minha memória. É por isso que eu escrevo. Escrevo para me sentir viva. Escrevo para transmitir essa vivacidade para outros. Escrevo porque necessito exorcizar alguns demônios que habitam dentro de mim. Escrevo porque tenho muito a dizer. Escrevo porque posso, porque necessito.

Espero que as minhas palavras os cativem de alguma forma.

Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando […] – Clarice Lispector

Aqui no Pingos nos Is você encontrará informações e inspiração sobre temas que cercam a minha vida: língua portuguesa, redação, escrita criativa, literatura, línguas estrangeiras, ou seja, todo o meu amor pelas palavras.

Afinal, não é apenas o meu diploma que é da Educação. Minha alma sempre foi de professora. ❤

ENTRE EM CONTATO